A arte e a cultura popular também são influenciadas pelas inovações tecnológicas, gerando diferentes manifestações
estéticas, como a música, a poesia, as artes gráficas e a literatura de cordel.
O telefone, por exemplo, é uma invenção que influenciou várias composições musicais. Já em 1876, ano em que
Graham Bell patenteou o seu telefone, aparecem registros de uma valsa no Brasil que se referia a esse tema.
A partir desse momento, os telefones espalharam-se por todos os gêneros musicais, invadindo também o cinema, a literatura, o
teatro e a televisão. A telefonia deixava de ser apenas uma inovação tecnológica para “cair no samba”.
De simples personagem
ou musa, passou a produtora de “cinema de minuto”, com o advento dos celulares com câmara, propiciando uma antes inimaginável
mobilidade, além de conectividades incríveis.
Convergência, formação de redes, mobilidade, conexão: ideias e conceitos que, transformados pelas artes e pela cultura popular,
levam à emergência de novas sensações estéticas. O universo artístico é capaz de criar infinitas percepções a partir das mudanças
advindas do mundo tecnológico.
A convergência de texto e artes gráficas proposta pela poesia concreta, vanguarda em arte do século 20, pode ser ressignificada,
mesmo que sutilmente, na irreverente liberdade da linguagem da internet.
Os novos suportes tecnológicos reinventam o cordel,
criando novas redes de comunicabilidade e conexão.
É possível emergir, convergir, mover-se e conectar-se a pessoas, imagens, sons e textos? Como se localizar nesse novo mundo?
A arte e a cultura popular podem mostrar os caminhos. Podemos vislumbrar o alcance dessas possibilidades de convergências e
conectividade interagindo com o Tele_bits 2.0,
obra de net art criada pelos artistas Giselle Beiguelman e Rafael Marchetti especialmente para a exposição.